sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lei de Murphy, sorte e azar...

Diz a Lei de Murphy: se alguma coisa tiver que dá errado, dará, não importa o que vc faça. O tempo passa, mas essa frase nunca irá sair de moda. Principalmente se vc deixar para fazer algo na última hora. Aí a internet cai, o computador trava, a impressora não funciona, o pen drive não abre, você bate o carro ou ele enguiça, alguma coisa quebra... Eu poderia estar mais perto de realizar um dos meus ítens na wishlist da minha vida: fazer intercâmbio. Mas não, estou aqui escrevendo este post, neste blog super bombado (not...) Para quem ficou curioso, deixei para a última hora, Murphy cooperou como nunca e perdi o prazo!

A questão é que quando você está numa maré de sorte, sempre acontece algo e as coisas começam a dar errado. Sem querer ser pessimista (háááá), mas é que às vezes não consigo acreditar como eu dou sorte em algumas coisas e em outras páááá, me lasco... Exemplo, eu sempre dava a sorte de perder a hora no dia que o professor desmarcava aula... ou quando passei por duas situações onde eu tinha fortes suspeitas de que iria ser assaltada (e se fosse, eu estava muito, mas muitíssimo ferrada) e não fui (são duas histórias extremamente engraçadas, por incrível que pareça). Ou quando ganhei o prêmio de melhor trabalho num congresso (pura sorte). Mas se eu dou azar como agora, é pra sentar e chorar.
 
Acredito que existem poucas pessoas no mundo que podem dizer que há uma grande relação entre o carro e a morte do Michael Jackson. No dia em que o mundo estava de luto pelo rei do pop, eu estava empurrando carro no estacionamento da faculdade... Ou (há algum tempo atrás) o dia amanhecia e eu voltava da balada dentro de um guincho...

Vi no filme "Agenda Secreta do meu namorado" com saudosa Britany Murphy (apesar do título, é um filme muuuitoo bom, que me faz refletir um pouco) : "Sorte é quando a oportunidade encontra a competência". Procuro acreditar nisso todos os dias, para que eu não dependa somente dos fatores externos, como hoje.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Grandes arrependimentos e alguns ídolos

Acumulei um certo número de pessoas famosas que passei a admirar ao longo da vida. Acho que tudo começou com minha amiga Brenda na 4a série*, que cantava enlouquecidamente as músicas do recém lançado (na época) Californication, clássico dos Red Hot Chili Peppers. Dali em diante virei "poser" da banda e do Anthony Kiedis (mais precisamente). Chorei por não ter ido ao show, comprei todos os albuns, colecionei fotos, reportagens, posters na minha pasta catálogo (aquela que todas as garotas tinham para colecionar coisas do Sandy e Junior, backstreet boys, spice girls etc).

Depois, cansada das peripécias do quarentão Kiedis, sob influência da minha amiga Juliana, passei a escutar Linkin Park e Offspring. Mas paixão mesmo foi o Offs, para os íntimos. Escutei o Americana todo (até então só conhecia Pretty Fly e WDYGJ) e escutei sem parar os outros cds. Nós também tietávamos o Dexter (vocalista da banda). Nessa época, nosso outro ídolo era o Urubu da Malhação, mas é melhor deixar quieto... hehehehe

E foi no final dessa fase que, em 2007, fui para a Bienal do Livro no Rio com a excursão do colégio. Era um sábado, e enquanto o pessoal ficou perambulando, resolvi ir na mesa redonda sobre cinema e literatura. Me lembro até hoje (eu e meu amigo Jean) a enrolação que foi. Daniel Filho ainda disse com todas as palavras que não sabia que o assunto era literatura e cinema e achou que era para divulgar seu novo filme (uma adaptação de Dom Casmurro, bem ruinzinha por sinal)... Oi?

Mais pro final da tarde, eu e minha prof de Português fomos assistir a mesa redonda mais esperada (pelo menos para mim): literatura e memória, com uma grande dama da literatura nacional, Ligia Fagundes Teles. Uma das minhas escritoras preferidas, eu havia comprado uns três livros dela na Bienal. E tudo que eu queria era que ela autografasse. Quando ela chegou, entrou pela mesma entrada que todos haviam entrado. Passou a pouquíssimos metros de mim, que estava sentada na fila do corredor. E mesmo com os incentivos da profa, não tive coragem de ir até ela pedir um autógrafo ou pedir uma foto. Enquanto ela falava lá na frente sobre como a memória é algo intrínseco ao ser humano, como a memória estava presente na arte e na literatura, como ela misturava as próprias memórias com a ficção, eu quase não prestava atenção. Uma senhora na casa dos oitenta, com aparência frágil, ali dizendo aquelas coisas maravilhosas, escrevendo coisas maravilhosas. Não sei se ela iria gostar de ser abordada por uma fã, mas também não acho que ela me daria um fora, já que ela parece tão serena. Fiquei me imaginando num mundo o qual eu pudesse ter falado com ela, ter pedido a assinatura em pelo menos um dos livros, ou simplesmente ter falado que a admirava muito. Amaldiçoei minha falta de coragem. E com essa sensação, tive que sair no meio da palestra, pois os provincianos achavam que não poderiam passar de 6 da noite para ir embora, afinal, o Rio é a capital dos bandidos.

De qualquer forma, acho que além de ídolos, todo ser humano compartilha um certo grau de arrependimento. O meu não é grande como um crime, mas nem tão pequeno que possa ser esquecido.

* A última notícia que tive da Brenda foi no Natal de 2003, quando ela me disse: "esse negócio de Red Hot é coisa do passado, o bom agora é Black Sabbath e Ozzy Osbourne" Fiquei com vontade de mandar um morcego de presente de Natal...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Porque decidi fazer Medicina...

Acho que hoje cheguei numa certa fase que consigo falar bem da minha infância sem fazer drama. Foi uma infância normal, sem grandes peripécias. Tinha amigos, brincava com as Barbies originais e as falsificadas, invejava a casa de bonecas enorme da minha melhor amiga, brincava de picpega, pic altura, elefantinho colorido, alerta cor, queimada, volei... E adorava ficar doente.

Sim, porque se for pensar bem, ficar doentinho (mas não gravemente, claro) até que é um bom negócio para qualquer criança. Você mata aula, recebe toda a atenção dos pais (da mãe nem de fala), recebe mimos e ainda dá para contar vantagem para os amigos dizendo que vomitou ou ficou com febre. Melhor que isso, só extrair dente, que para uma criança, só significa uma coisa: tomar todo o sorvete do mundo, ou pelo menos, todo que o estômago permitir. São coisas que só dá para fazer quando se é criança, pois quando se é adulto ficar doente ou extrair dente significa faltar o trabalho/perder prova/não resolver as coisas e, não, não dá para tomar todo o sorvete do mundo, por motivos óbvios.

O negócio é que quando sua mãe é uma "momzilla" (brincadeirinha, mãe) é só você aumentar um grau a sua temperatura ou tossir de um jeito esquisito que ela te leva para a grande figura adulta na vida de uma criança: o pediatra. As crianças amam ou odeiam. No meu caso, amava. A minha era uma figura extremamente peculiar. A clínica era uma casa bem bonita, com um quintal enorme na frente com parquinho, onde a gente esquecia que estava doente. O consultório era cheio de brinquedos. Ela falava bem alto, como se fosse uma professora (tipo eu, hoje em dia). E se a gente cooperasse no exame físico ela ainda subornava com um pirulito de coração! Isso tudo me fez gostar muito de ir ao médico. Isso e minhas necessidades atópicas que foram aumentando conforme o tempo.

É claro que a coisa muda de figura quando a gente se torna adolescente... Alguém já viu aborrescente gostar de ir ao médico? A não se isso custar uma segunda chamada de uma prova cuja matéria ainda não tenha sido estudada. Para mim a coisa começou a mudar quando me mandaram tomar o maldito reforço da BCG com 11 anos. Eu, já metida a pré adolescente, lá queria ficar com uma marca enorme purulenta no braço?? Eu hein... Mais raiva ainda passei, quando depois descobriram que o reforço não servia para nada... Mas em relação a Medicina e ao meu futuro, eu nem imaginava.

Com 14 anos, queria ser diplomata. Sempre gostei de línguas e tinha muita facilidade com elas, além disso achava uma carreira bonita, de status, demontrava profundo girl power. Imagina só aquelas reuniões chiquérrimas com chanceleres e chefes de estado do mundo todo, discutindo sobre política externa, comércio internacional, paz mundial... E claro, com direito a ternos Armani e conjuntinhos Chanel. Mas aí descobri que para ser diplomata, precisava ter um jogo de cintura muito forte e não ser barraqueira (não que eu seja hehehe). Mas não dá pra eu ser como eu sou, dizendo todas as verdades as pessoas, odiando engolir sapos, demonstrando na cara o que sente. Será que ter diplomacia é ser falso?

De qualquer maneira, cheguei no 3o ano do Ensino Médio sem saber muito bem o que fazer. Meu pai dizia: "se você não sabe o que faz, faça Direito" (com D maiúsculo, para evitar trocadilho). Mas eu era boa em biologia e química orgânica, tinha curiosidade científica suficiente para saber que eu não queria me enfiar num mundo de livros, códigos e leis. Eu tinha que fazer algo a ver com biologia e pesquisa e que me garantisse um mercado de trabalho bom depois da faculdade. A lâmpada da Medicina acendeu. Eu não sabia como ia fazer para melhorar as minhas habilidades com pessoas. E entrei no curso assim. E até hoje não sei bem, mas descobri que era isso mesmo que eu queria fazer desde o princípio. Medicina é desafio. E eu sempre gostei de um desafio. Desde criança.

Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos

Decidi criar um blog. Agora, às 5 pra uma de segunda feira para terça. Já escrevi diário, agenda, já tentei manter blog antes. Resolvi tentar mais uma vez. E se não der certo, eu ainda tenho minhas vastas emoções e meus pensamentos imperfeitos...

PS 1Vastas emoções e pensamentos imperfeitos é um livro de Rubem Fonseca.
PS 2 Pouco importa se já existe mil blogs com esse nome... aliás que blogs não existem, se até este existe?